Deusa Ísis – História, mitos e representações da divindade egípcia

Uma das deusas mais conhecidas do panteão egípcio foi Ísis – a mãe de todos os deuses. Filha de Atum-Rá, esposa de Osíris e mãe de Hórus, ela era uma poderosa feiticeira e curandeira, bem como uma mãe protetora e uma companheira leal.

Desse modo, acredita-se que seu culto se originou na África, posteriormente foi nutrido no Egito e depois se espalhou pelo mundo antigo de gregos e conquistadores romanos.

Em suma, ela é a deusa da fertilidade e da maternidade. Ademais, Ísis teve muitos nomes e desempenhou muitos papéis na história e na mitologia como uma deusa e criadora feminina. Assim, seu nome em egípcio significa ‘deusa do trono’. Por outro lado, os hieróglifos para seu nome são comumente transcritos como jst e os egiptólogos pronunciam-no como Sait, Ist, Iset, Aset ou Ueset.

História de Ísis

Fonte: Pinterest

Ísis foi inicialmente uma deusa das trevas que não tinha templos dedicados a si, mas cresceu em importância à medida que a era dinástica avançava, até que ela se tornou uma das divindades mais importantes do antigo Egito. Sua adoração mais tarde se espalhou por todo o Império Romano, e Ísis foi adorada da Inglaterra ao Afeganistão. Até hoje, ela é bastante reverenciada pelos pagãos.

Portanto, ela era uma divindade importante em rituais relacionados aos mortos; à cura e ressurreição. Já como mãe, ela foi um modelo para todas as mulheres do Egito Antigo.

Segundo a mitologia, Ísis foi a primeira filha de Geb, deus da Terra, e Nut, deusa do céu. Por conseguinte, ela se casou com seu irmão, Osíris, e concebeu Hórus.

Nesse sentido, Ísis foi fundamental para a ressurreição de Osíris quando ele foi morto por Seth. Usando suas habilidades mágicas, ela restaurou seu corpo à vida depois de reunir as partes do corpo que Seth espalhou na terra.

Mito mais famoso da deusa egípcia

Fonte: Pinterest

O mito de Ísis, Osíris e Hórus se tornou um dos mais importantes e poderosos da mitologia egípcia, e se refere à morte de Osíris e ao nascimento de Hórus. Desse modo, a história afirma que Osíris foi morto por um sarcófago de madeira que Set fez secretamente para suas medidas, pois ele tinha ciúmes da posição de Osíris como Faraó, e portanto conspirou para matá-lo e usurpar seu lugar.

Como resultado, foi oferecido um banquete onde havia um caixão que qualquer um que poderia entrar. Então, algumas pessoas tentaram se encaixar, mas sem sucesso, até que Osíris ousou tentar, mas assim que se deitou, a tampa se fechou. Em seguida, o caixão foi selado com chumbo e jogado no rio Nilo.

Ao saber que Osíris havia sido lançado no rio, Ísis saiu para encontrá-lo. Ela temia que, sem as cerimônias e o enterro adequados, Osíris não pudesse chegar ao mundo dos mortos.

Mais tarde, ela soube que o caixão havia flutuado pelo rio Nilo até a costa de Vilos (atual Líbano) e foi enterrado no tronco de uma árvore de cedro. Então, Seth, enquanto caçava, encontrou o caixão de Osíris e o desmembrou em 14 partes, espalhando-as pela terra do Egito.

Mais uma vez, Ísis saiu em busca das peças e conseguiu encontrar 13 das 14 peças, com a ajuda de Néftis, a esposa de Seth, mas não conseguiu encontrar as 14, pois a última parte, que se tratava do pênis, havia sido comida por um peixe.

Com efeito, Ísis fez um falo dourado e cantou uma canção em torno de Osíris até que ele voltasse à vida. Assim, Osíris foi ressuscitado e poderia ter cerimônia e sepultamento adequados. Por causa disso, ele se tornou o Deus do Julgamento e da Vida após a morte.

Representações de Ísis em outras culturas

Deusa Ísis: história, mitos e representações da divindade egípcia
Fonte: Pinterest

A conquista de Alexandre, o Grande, deu início a uma era de dominação greco-romana sobre o Egito. Perplexos com o antropozoomorfismo dos egípcios, ambos não tiveram problemas em adotar uma figura materna humana. Portanto, Ísis se tornou uma deusa grega e ficou conhecida como Deméter e passou a ser adorada a partir do século 4 a.C.

Todavia, na Roma Antiga havia um santuário de Serápis em Atenas e um pequeno templo de Ísis aos pés da Acrópole. Em Roma, seu culto era uma ‘religião misteriosa’. Inclusive, após episódios de repressão e destruição, os cultos de Ísis e Serápis foram protegidos pelos imperadores.

No século III d.C., existiam vários santuários de Ísis e Serápis em Roma, ou seja, um cidadão romano não precisava ir ao Egito para ver templos com obeliscos, pirâmides e estátuas egípcias.

Quer saber outras curiosidades sobre o Egito Antigo? Então, veja: Olho de Hórus – Origem e significados do símbolo egípcio

Fontes: Astrocentro, Aventuras na História, Hipercultura, Infoescola

Fotos: Pinterest

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